VOLTA VELOPARK PRINCIPAL

1º Velopark 402 Racing - Nova Santa Rita - RS - 25 a 27/04/2008
Comentários Gerais

Nova Arrancada Brasileira

A primeira prova de arrancada do Velopark, eleva a modalidade para outro nível ao mostrar uma infra-estrutura de primeiro mundo

Texto e Fotos: Rodrigo Vieira

sexta_004.jpgAo chegar no Velopark, ficamos com a impressão de que havíamos sido “tele-transportados” para outro mundo. Desde a portaria até a chegada na pista, a organização se preocupou com os detalhes. Johnny Bonilla e o piloto Felipe Johannpeter realmente cumpriram aquilo que prometeram: um local profissional para a prática da modalidade arrancada.

Infra-estrutura

Os jornalistas contam com uma sala de imprensa climatizada, com wi-fi, com direito a ter o melhor camarote da pista. Alguns passos e estamos no dragstrip. Por isso que tivemos a possibilidade de passar a todo momento, oque estava acontecendo na pista, em nosso blog. Todos os ambientes contam com televisores de 42”. O HC dos pilotos é um local para que os principais astros da prova possam relaxar e assistir a prova.

Na vistoria, chefiada pelo experiente paranaense Sergio Tuotto, uma verdadeira blitz chama a atenção para os itens de segurança - o quesito mais importante. Os carros entram cada um em seu box e a organização pode analisar todos os pontos importantes, inclusive entrar embaixo do bólido (existem poços, igual a uma troca de óleo...).

Uma curva, separada por faixas no chão, mostra o principal do Velopark: a pista. Somos recebidos por Rogério Gregoris, que está de olho na perfeita aplicação do VHT e emborrachamento do grooving, que são ranhuras no chão para a fixação da borracha, artifício semelhante ao utilizado nas principais pistas de arrancada do mundo. É uma linda reta. São 402 metros no mais puro concreto. De frente para a largada, se você olhar para a sua direita, verá um imenso telão, aonde as imagens de várias câmeras são projetadas. Estamos no Brasil.

Treinos Livres - Sexta

Os treinos livres de sexta feira, dia 25 de Abril foram um show a parte: tirando Alexandre Kayayan, que andou apenas nos treinos de sábado de manhã, grande parte dos competidores alinharam na reta do Velopark. Alejandro e Grandão já mostravam que os duelos seriam bonitos: fomos recebidos no Velopark com um 6.500s do piloto da Power Plus / Flash Power.

Gerou-se uma grande expectativa na hora que Scortgagna alinhou com seu Opala Pro Stock. Foi uma arrancada linda, noturna e o Yellow Black Lethal arrancou levantando a frente. Infelizmente uma quebra nesta puxada o tirou da disputa, mas o piloto e equipe não saíram do autódromo antes do final da prova.

Ainda na sexta, tive o contato com o Jet Car na pista: não achava que seria tudo aquilo. Duro na queda, pensei: não preciso de protetores de ouvidos. A hora que o brinquedo ligou pensei que ainda tinha de aprender tudo: na hora da largada, você toma uma “soco” no peito. Pilotado por Ricardo “Pudim” Bersani e Alejandro Sanchez, o carro cumpre perfeitamente a sua função: ter velocidade e ser um show!

Sábado

O 1º Velopark 402 Racing, contou inclusive com a presença de um quesito que nunca é convidado para as provas de arrancada: a chuva! E passamos nos testes: mesmo sem largadas durante a tarde, o começo da noite chegou e a pista estava liberada para as tomadas de tempo classificatórias. A noite, o fogo saindo dos escapes, as golpeadas de shift light no burnout, deixam qualquer um emocionado. A modalidade arrancada é um show.

Nas primeiras baterias, destaque para Alexandre Kayayan com a SS10 Pro Stock: marcou 8.400@276km/h. Na Stock, era guerra entre Guilherme Silva, com o Opala (9.266@240km/h) contra André Carrillo, com o Mustang (9.218@249km/h). Caca Daud também mostrava que daria muito trabalho na categoria Turbo A com seu Astra: 11.435@224km/h. Também foi a primeira vez que vimos Alejandro Sanchez e Sidney Frigo alinhados: uma puxada que esperávamos há anos.

Domingo

Imaginem assim: primeiro acontece uma prova de arrancada nos moldes que conhecemos, aonde quem vence e se classifica é aquele que tem o tempo mais baixo. Destes, os melhores se classificam para as eliminatórias. Nas eliminatórias, o molde americano é aplicado: o “mata-mata” decide quem passa para as semi-finais. Portanto vale quem anda na frente: queimou largada, errou marcha, soltou pressurização, apagou motor, seja o que for, é fim de prova! Mesmo que tenha batido o recorde da categoria. Outro fator importante, é que o piloto é obrigado a participar. Nem que seja “empurrando” o carro, ele deve passar por todas as fases. Portanto, acabam muitas vezes passando mais lento, quando arrancam sozinho, e poupando o carro pra final.

As semi-finais e finais apresentaram novas emoções. Nunca entendia o porque de tanta comemoração nas vitórias na NHRA, quando via por vídeo ou TV. Agora entendo: É uma vitória do trabalho em conjunto: piloto, carro e equipe. No molde anterior, se você fazia um tempo baixo na primeira puxada do sábado, automaticamente ganhava a prova. Agora não! É preciso ir até o final vencendo! Confira abaixo, os vencedores de cada categoria.

Street Turbo Tração Dianteira B (STTDB)

  • 1º lugar: Marcio Souza Silva – Gol (Rio Grande do Sul)

  • 2º lugar: José Fabio Zarbielli – Gol (Rio Grande do Sul)

  • 3º lugar: Marcio Evangelista – Gol (São Paulo)

Street Turbo Tração Dianteira A (STTDA)

  • 1º lugar: Caca Daud – Astra  (São Paulo)

  • 2º lugar: Carlos de Castilhos – Gol (Bahia)

  • 3º lugar: Rodrigo Donato - Gol (São Paulo)

Street Turbo Tração Traseira (STTT)

  • 1º lugar: Jorge Ivan Marques – Marajó – (Rio Grande do Sul)

  • 2º lugar: Guilherme Emiliano – Opala – (Paraná)

  • 3º lugar: Fabio Stelle – Opala – (Paraná)

Super Street Tração Dianteira (SSTD)

  • 1º lugar: Ricardo Thomaz de Carvalho – Kadett – (Santa Catarina)

Super Street Tração Traseira (SSTT)

  • 1º lugar: Manuel Castañon – Dodge – (Minas Gerais)

Hot Rods (HOT)

  • 1º lugar: André Carrillo – Dodge (São Paulo)

  • 2º lugar: Manoel Castañon – Dodge (São Paulo)

  • 3º lugar: Luiz Aparecido Rodrigues Cobra (São Paulo)

Força Livre Tração Dianteira (FLTD)

  • 1º lugar: Alessandro Rezende – Gol (Maranhão)

  • 2º lugar: Airton Carraro Junior – Gol (Paraná)

  • 3º lugar:  Mauro Schnaider – Gol (Santa Catarina)

Força Livre Tração Traseira (FLTT)

  • 1º lugar: Marcelo Manara – Fusca (Rio Grande do Sul)

  • 2º lugar: Rodrigo Facchini – Fusca (São Paulo)

  • 3º lugar: Rafael Moreno – Fusca (Rio Grande do Sul)

Estruturada (EST)

  • 1º lugar – Luis Cláudio Amanajas – Caravan (Amapá)

  • 2º lugar – Rosel Brandalise – Chevette (Paraná)

  • 3º lugar – Daniel Sanchez – Gol (Chile)

Import (IMP)

  • 1º lugar – Adriano Kayayan – Camaro (São Paulo)

  • 2º lugar – Diogo Silva – Audi S2 (Rio Grande do Sul)

  • 3º lugar – Anderson Dick – Calibra (Rio Grande do  Sul)

Stock (S)

  • 1º lugar – André Carrillo – Mustang (São Paulo)

  • 2º lugar – Luis Cláudio Amanajás – Caravan (Amapá)

  • 3º lugar – Gerson Choinski – Chevy Nova (Paraná)

Pro Stock (PS)

  • 1º lugar – Alexandre Kayayan – SS10 (São Paulo)

  • 2º lugar – André Takeda – Belair (São Paulo)

Dragster Light (DL)

  • 1º lugar – Ricardo Bersani – Drag (São Paulo)

  • 2º lugar – Daniela Frigo – Drag (São Paulo)

Drag Motor Traseiro (DMT)

  • 1º lugar: Alejandro Sanchez – Drag (São Paulo)

  • 2º lugar: Sidney Frigo – Drag (São Paulo)

Categoria Show

  • 1º lugar: Ricardo Pudim – Jet Car (São Paulo)

  • 2º lugar: Alejandro Sanchez – Jet Car (São Paulo)

  • 3º lugar: Felipe Johannpeter – Drag Velopark (Rio Grande do Sul)


>> Mais informações sobre o Velopark

>> Clique Fotos de Sexta

>> Clique Fotos de Sábado

>> Clique Fotos de Domingo

>> Clique Tempos 1º Velopark 402 Racing

>> Clique Vídeos do 1º Velopark 402 Racing