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Nova Arrancada Brasileira
A primeira prova de arrancada do Velopark, eleva a modalidade para
outro nível ao mostrar uma infra-estrutura de primeiro mundo
Texto e Fotos: Rodrigo Vieira
Ao
chegar no Velopark, ficamos com a impressão de que havíamos sido
“tele-transportados” para outro mundo. Desde a portaria até a
chegada na pista, a organização se preocupou com os detalhes. Johnny
Bonilla e o piloto Felipe Johannpeter realmente cumpriram aquilo que
prometeram: um local profissional para a prática da modalidade
arrancada.
Infra-estrutura
Os jornalistas
contam com uma sala de imprensa climatizada, com wi-fi, com direito
a ter o melhor camarote da pista. Alguns passos e estamos no
dragstrip. Por isso que tivemos a possibilidade de passar a todo
momento, oque estava acontecendo na pista, em nosso blog. Todos os
ambientes contam com televisores de 42”. O HC dos pilotos é um local
para que os principais astros da prova possam relaxar e assistir a
prova.
Na vistoria,
chefiada pelo experiente paranaense Sergio Tuotto, uma verdadeira
blitz chama a atenção para os itens de segurança - o quesito mais
importante. Os carros entram cada um em seu box e a organização pode
analisar todos os pontos importantes, inclusive entrar embaixo do
bólido (existem poços, igual a uma troca de óleo...).
Uma curva, separada
por faixas no chão, mostra o principal do Velopark: a pista. Somos
recebidos por Rogério Gregoris, que está de olho na perfeita
aplicação do VHT e emborrachamento do grooving, que são ranhuras no
chão para a fixação da borracha, artifício semelhante ao utilizado
nas principais pistas de arrancada do mundo. É uma linda reta. São
402 metros no mais puro concreto. De frente para a largada, se você
olhar para a sua direita, verá um imenso telão, aonde as imagens de
várias câmeras são projetadas. Estamos no Brasil.
Treinos Livres - Sexta
Os treinos livres
de sexta feira, dia 25 de Abril foram um show a parte: tirando
Alexandre Kayayan, que andou apenas nos treinos de sábado de manhã,
grande parte dos competidores alinharam na reta do Velopark.
Alejandro e Grandão já mostravam que os duelos seriam bonitos: fomos
recebidos no Velopark com um 6.500s do piloto da Power Plus / Flash
Power.
Gerou-se uma grande
expectativa na hora que Scortgagna alinhou com seu Opala Pro Stock.
Foi uma arrancada linda, noturna e o Yellow Black Lethal arrancou
levantando a frente. Infelizmente uma quebra nesta puxada o tirou da
disputa, mas o piloto e equipe não saíram do autódromo antes do
final da prova.
Ainda na sexta,
tive o contato com o Jet Car na pista: não achava que seria tudo
aquilo. Duro na queda, pensei: não preciso de protetores de ouvidos.
A hora que o brinquedo ligou pensei que ainda tinha de aprender
tudo: na hora da largada, você toma uma “soco” no peito. Pilotado
por Ricardo “Pudim” Bersani e Alejandro Sanchez, o carro cumpre
perfeitamente a sua função: ter velocidade e ser um show!
Sábado
O 1º Velopark 402
Racing, contou inclusive com a presença de um quesito que nunca é
convidado para as provas de arrancada: a chuva! E passamos nos
testes: mesmo sem largadas durante a tarde, o começo da noite chegou
e a pista estava liberada para as tomadas de tempo classificatórias.
A noite, o fogo saindo dos escapes, as golpeadas de shift light no
burnout, deixam qualquer um emocionado. A modalidade arrancada é um
show.
Nas primeiras
baterias, destaque para Alexandre Kayayan com a SS10 Pro Stock:
marcou 8.400@276km/h. Na Stock, era guerra entre Guilherme Silva,
com o Opala (9.266@240km/h) contra André Carrillo, com o Mustang
(9.218@249km/h). Caca Daud também mostrava que daria muito trabalho
na categoria Turbo A com seu Astra: 11.435@224km/h. Também foi a
primeira vez que vimos Alejandro Sanchez e Sidney Frigo alinhados:
uma puxada que esperávamos há anos.
Domingo
Imaginem assim:
primeiro acontece uma prova de arrancada nos moldes que conhecemos,
aonde quem vence e se classifica é aquele que tem o tempo mais
baixo. Destes, os melhores se classificam para as eliminatórias. Nas
eliminatórias, o molde americano é aplicado: o “mata-mata” decide
quem passa para as semi-finais. Portanto vale quem anda na frente:
queimou largada, errou marcha, soltou pressurização, apagou motor,
seja o que for, é fim de prova! Mesmo que tenha batido o recorde da
categoria. Outro fator importante, é que o piloto é obrigado a
participar. Nem que seja “empurrando” o carro, ele deve passar por
todas as fases. Portanto, acabam muitas vezes passando mais lento,
quando arrancam sozinho, e poupando o carro pra final.
As semi-finais e
finais apresentaram novas emoções. Nunca entendia o porque de tanta
comemoração nas vitórias na NHRA, quando via por vídeo ou TV. Agora
entendo: É uma vitória do trabalho em conjunto: piloto, carro e
equipe. No molde anterior, se você fazia um tempo baixo na primeira
puxada do sábado, automaticamente ganhava a prova. Agora não! É
preciso ir até o final vencendo! Confira abaixo, os vencedores de
cada categoria.
Street Turbo Tração Dianteira B (STTDB)
-
1º lugar: Marcio Souza Silva – Gol (Rio Grande do Sul)
-
2º lugar: José
Fabio Zarbielli – Gol (Rio Grande do Sul)
-
3º lugar:
Marcio Evangelista – Gol (São Paulo)
Street Turbo Tração Dianteira A (STTDA)
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1º lugar: Caca Daud – Astra (São Paulo)
-
2º lugar:
Carlos de Castilhos – Gol (Bahia)
-
3º lugar:
Rodrigo Donato - Gol (São
Paulo)
Street Turbo Tração Traseira (STTT)
-
1º lugar: Jorge Ivan Marques – Marajó – (Rio Grande do Sul)
-
2º lugar:
Guilherme Emiliano – Opala – (Paraná)
-
3º lugar: Fabio
Stelle – Opala – (Paraná)
Super Street Tração Dianteira (SSTD)
Super Street Tração Traseira (SSTT)
Hot Rods (HOT)
-
1º lugar: André Carrillo – Dodge (São Paulo)
-
2º lugar:
Manoel Castañon – Dodge (São Paulo)
-
3º lugar: Luiz
Aparecido Rodrigues Cobra (São Paulo)
Força Livre Tração Dianteira (FLTD)
-
1º lugar: Alessandro Rezende – Gol (Maranhão)
-
2º lugar:
Airton Carraro Junior – Gol (Paraná)
-
3º lugar:
Mauro Schnaider – Gol (Santa Catarina)
Força Livre Tração Traseira (FLTT)
-
1º lugar: Marcelo Manara – Fusca (Rio Grande do Sul)
-
2º lugar:
Rodrigo Facchini – Fusca (São Paulo)
-
3º lugar:
Rafael Moreno – Fusca (Rio Grande do Sul)
Estruturada (EST)
-
1º lugar – Luis Cláudio Amanajas – Caravan (Amapá)
-
2º lugar –
Rosel Brandalise – Chevette (Paraná)
-
3º lugar –
Daniel Sanchez – Gol (Chile)
Import (IMP)
-
1º lugar – Adriano Kayayan – Camaro (São Paulo)
-
2º lugar –
Diogo Silva – Audi S2 (Rio Grande do Sul)
-
3º lugar –
Anderson Dick – Calibra (Rio Grande do Sul)
Stock (S)
-
1º lugar – André Carrillo – Mustang (São Paulo)
-
2º lugar – Luis
Cláudio Amanajás – Caravan (Amapá)
-
3º lugar –
Gerson Choinski – Chevy Nova (Paraná)
Pro Stock (PS)
Dragster Light (DL)
Drag Motor Traseiro (DMT)
Categoria Show
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1º lugar: Ricardo Pudim – Jet Car (São Paulo)
-
2º lugar:
Alejandro Sanchez – Jet Car (São Paulo)
-
3º lugar:
Felipe Johannpeter – Drag Velopark (Rio Grande do Sul)
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