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Autodynamics viajou para os Estados Unidos e foi conferir de perto o Wally Parks NHRA Museum, local que conta a história do esporte
arrancada.
Para saber sobre a história do assunto de
que tanto gostamos, existem dezenas de endereços na América do Norte. Um
destes locais é um grande objeto de desejo para nós, amantes inveterados
do esporte: o Museu da NHRA. Rebatizado de Wally Parks NHRA Motorsports
Museum, após a morte do criador da liga, em 2007, o local é um templo
para quem tem curiosidade de saber a história da criação da modalidade.
Fundado em 4 de abril de 1998 e construído
pelo Automóvel Clube do Sul da Califórnia, o museu se encontra no Fairplex, em Pomona, ao lado da pista de arrancada. Foram mais de dois
anos de pesquisas para a construção do local. A intenção foi pesquisar o
acervo e mostrar para o público a origem dos Hot Rods, os costumes da
cada época e o grande papel da costa oeste norte-americana no
desenvolvimento da velocidade.
Nossa missão foi tentar registrar um pouco
do que está exposto no museu. Como era um final de semana em que não
aconteceria nenhuma competição na pista de Pomona, o silêncio imperava,
o que nos fez viajar em frente a produtos de alta performance com mais
quase 80 anos de vida.
Ao entrar no grande saguão do museu, o
impacto é espetacular. Logo ao lado da entrada, souvenires de todos os
tipos são encontrados. Em diversos cantos é possível ter a dimensão do
impacto causado pela velocidade no povo americano, em revistas como a National Dragster e a Hot Rod. Os
carros estão em perfeito estado, todos
prontamente recuperados e com legendas que explicam seus feitos e
recordes. Peças de época também são encontradas em exposição: formas de
antigos coletores de admissão projetados por Barney Navarro (grande
ícone e pioneiro na criação de peças de alta performance), um escritório
de oficina dos anos 30, cartazes de corridas dos anos 40, motores turbo
nos anos 50, entre tantos outros artigos que você encontra nas fotos que
ilustram esta matéria. Para se divertir, você pode simular o seu próprio
tempo de reação, dentro de uma cópia fiel de um Funny Car de John Force.
Carros
Os carros são a grande atração do museu.
Os bólidos de arrancada estão presentes em todos os cantos, mas os
carros de velocidade final e hot rods também têm destaque garantido.
Carros como o Dragster com motor Chrysler com blower de Don Prudhomme,
carro que andava na casa dos 7 segundos em 1963 chama a atenção pela
perfeição da restauração. Um dos carros que mais nos chamou a atenção,
foi o “The Bug”. O carro foi pilotado por Dick Kraft e utilizava um
motor Ford Flat Head aspirado derivado de um Mercury e equipado com três
carburadores Era uma verdadeira cadeira elétrica: apenas um banco
(normal, quadrado, não era um concha!) com uma cinta prendia o piloto.
Era um Ford T sem nenhuma lataria, apenas o motor, caixa de direção e o
piloto. Com este carro, o piloto beliscou os 200 km/h em 1950! Por isso
é considerado por muitos o vovô dos dragsters Top Fuel!
Os primeiros Funny Cars também têm o seu
espaço: considerado por muitos o inventor dos longos burnouts, o Dodge
Challenger “Chi-Town Hustler” de 1971 impressiona pela perfeição. A
grande e pesada carenagem levanta completamente. Este carro chegou a
virar 6.560 no início dos anos 70. Sua melhor velocidade foi 348 km/h
nos 40 2 metros. Ao seu lado encontra-se o Mustang Mach I que foi
desenvolvido por Mickey Thompson, um notável amante da marca Ford. O
carro foi apresentado como um conceito revolucionário: apenas o cockpit
era removível.
Os carros de tração dianteira também têm o
seu espaço. O Honda CRX de Ed Bergenholtz está em exposição. O
preparador e piloto é considerado um ícone por ser um dos primeiros a
utilizar wheelie-bar nos carros de tração dianteira, fato que
desenvolveu muito os carros compactos que a NHRA tentou abraçar com a Sport Compact.
Dos desertos de sal, muitos carros estão
presentes: o Challenger 1 foi o primeiro carro a passar das 400 milhas
por hora (640 km/h). O carro era equipado com quatro motores V8 com
blower injetados! Com este carro, o preparador e piloto Mickey Thompson
foi considerado o homem mais rápido do mundo sobre rodas. O carro está
totalmente restaurado e idêntico ao dia que bateu este recorde: 9 de
setembro de 1960.
Sem dúvida é um passeio importante e
emocionante para quem quer participar desta grandiosa história. Para
mim, que trabalho na arrancada desde 2001, mas estou presente no
automobilismo desde o fim dos anos 80, é muito gratificante ver esta
cultura e, porque não, este modo de vida levado tão a sério. Tenham
certeza: quem gosta de motores bravos é realmente de outro mundo e isso
faz quase um século! Devaneios à parte, o museu realiza encontros e
eventos frequentes. Se você quiser saber mais a respeito, acesse em:
www.museum.nhra.com
Texto: Rodrigo Vieira
Fotos: Rodrigo Vieira e
Fernando Almeida
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