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Festival da Arrancada
O 14º Festival Força
Livre de Arrancada reuniu pilotos de mais de 50 cidades em busca de
vitórias, recordes e de fazer um grande show
O 14º Festival Força
Livre de Arrancada aconteceu na cidade de Pinhais, grande Curitiba,
entre os dias 06 a 09 de Dezembro de 2007. A capital do estado do
Paraná ficou repleta de amantes do esporte de arrancada. Eram
entusiastas vindos de todo Brasil para a maior festa do esporte. O
Festival é esperado anualmente também pelos competidores, que não
medem esforços e gastos para participar da competição.
O público também
compareceu em massa: cerca de 40 mil pessoas encararam o sol
escaldante de sábado e domingo nas arquibancadas do Autódromo
Internacional de Curitiba (AIC).
Atrás dos boxes, o
público pode conferir de perto o dinamômetro da Prado Powerchips,
aonde diversas equipes buscaram um acerto mais aprimorado dos seus
carros. Além disso, o parque contou com stands de diversas empresas.
A exposição de carros
veio apenas completar o som vindo do Força Livre Bar, local que ficou
repleto nas animadas noites de sexta e sábado. Mas o verdadeiro show
do esporte arrancada, foi na pista.
Grandes duelos estavam prometidos e estes
aconteceram. Os recordes aconteceram em 4 categorias, sendo que 1
deles se encontra sob júdice: O Opala de Daniel Rufino Junior sofreu
intervenção por parte da Federação Paranaense de Automobilismo, com a
alegação de alterações na estrutura traseira do carro. Segundo
informações, o Maverick também sofreu intervenção por causa da
expessura do bandejão de contenção de óleo. Ambas informações foram
fornecidas pelos pilotos. Alheio a isso,
foi muito bonito ver o crescimento, tanto do Opala, quanto do Maverick
da Auto Motor. No Opala, Daniel, que faz parte da equipe Power Plus/Track
Racing, enfiou baixos 9.864s, ao lado de Batistinha, da equipe Auto
Motor / Goodyear que cravou 9.948s. Portanto, ao pé da letra, é
recorde de ambos!
Recordes
Força Livre Tração
Dianteira (FLTD): Everson de Camargo fez uma puxada de tirar o fôlego
de todos, com direito a uma balançada assustadora no final da reta. O
piloto enfiou 9.234s nos 402 metros e bateu o recorde de Marco Salles.
Nesta guerra, entra o valente Luciano Nichetti: o gaúcho venceu na
soma do tempo total pilotando o seu Gol com cabeçote 8v: marcou 0,118
+ 9,362, contra 0,397 + 9,237 de Everson.
Street Hot (SH): Luiz
Fernando Baptista baixou mais o seu próprio tempo. Batistinha marcou
11,045s nos 402 metros, com o Maverick 16.
Super Hot (SPH): a
briga é entre a marca Dodge: O mineiro Lincoln Cheib bateu o recorde
de André Carrillo, ao marcar o tempo de pista de 10,487s com o seu
Charger 346.
Super Street Tração
Dianteira (SSTD) – Felipe Johannpeter, mostrou que o Golf está andando
da mesma forma que o Velopark: muito rápido! O berro do motor
Volkswagen falou alto e o gaúcho baixou mais o seu tempo: marcou
10.766s.
Vitórias
DES – Desafio –
Deise Vieira Scherer mostrou que as mulheres vieram para ficar na
arrancada: a piloto arrancou com o Voyage Turbo 231 e venceu com 0,010
+ 15,080. A piloto superou André Musseli na reação, mas o tempo de
pista mais baixo da categoria foi feito por Douglas Gerardt. Vale
lembrar que vence na Desafio quem ficar mais próximo dos 15 segundos,
portanto não é utilizado o critério de tempo de pista mais baixo.
STD – Street Tração
Dianteira –
Jaques Pacheco não é recordista da categoria à toa: o piloto
paranaense de Foz do Iguaçu venceu novamente com 0,191 + 13,004s. Show
protagonizado por Juliano Monguilhott com o Kadett aspirado, em 2º
lugar. Uma puxada esperada não aconteceu neste festival: o paulista
Samuel dos Santos e o gaúcho Clovis Waechter: ambos apostavam tudo na
última puxada, que foi cancelada.
STT – Street Tração
Traseira –
Thiago Correa mostrou que aprendeu direitinho com o pai, ao vencer o
mesmo! O piloto que tem o seu Opala preparado pela Benato Racing,
venceu com 0,053 + 11,870s.
STTDC – Street Turbo
Tração Dianteira C – Cristian Portugal defendeu muito bem a sua cidade de Curitiba e venceu
com o tempo de 0,024 + 12,802s. O tempo de pista mais baixo da
categoria foi feito por Fabrício Coppini com 12,590 mas o seu tempo de
reação o mandou para a 4ª colocação.
SH – Street Hot –
Além do recorde de Batistinha, vale destacar o Opala de Perseu Alarcon.
O piloto paulista da Maurício Racing protagonizou belas empinadas e
ficou em 2º lugar com 0,030 + 11,627s.
STTDB – Street Turbo
Tração Dianteira B – Murilo Kratsas deu o pulo do gato na reação! O piloto de Campinas é
recordista e venceu com 0,128 + 11,728s. Seu carro é preparado pela
Kadu Racing. O tempo de pista mais baixo, foi feito por Cláudio
Mosqueto com o Gol 451: marcou 11,496s, mas a reação o deixou em 2º
lugar.
STTT – Street Turbo
Tração Traseira –
Hermes Batista confirmou mais uma vez o seu favoritismo e ergueu a
bandeira dos motores Volkswagen a ar no lugar mais alto do podium. O
piloto de Curitiba, que pilota o Herbie, venceu com indiscutíveis
0,118 + 10,785s. A 2ª colocação ficou par ao Opala de Fabio Stelle com
0,001 + 11,362 e o 2º tempo mais baixo da categoria foi feita pelo
atual campeão de Piracicaba, Fabio Alarcon de Lima com o Fusca 45, ao
marcar 11,043s nos 402 metros. Porém a reação o mandou para 3º lugar.
STTDA – Street Turbo
Tração Dianteira A – O campeão e recordista Caca Daud mostrou mais uma vez do que o Astra é
capaz. O piloto da cidade de São José do Rio Preto (SP), venceu com
0,181 + 11,124s. Destaque para os carros da Motorfort, que ficaram em
2º e 3º lugares respectivamente e protagonizaram os mais belos
burnouts da categoria com Rafa Pagliuca e Fabio Nilo.
SSTD – Super Street
Tração Dianteira –
Além do recorde de Felipe Johannpeter, destaque para Harrison Totti. O
piloto de Maringá ficou em 2º lugar com o tempo de 0,149 + 11,961s,
pilotando o Gol 22.
SSTT – Super Street
Tração Traseira –
Além da briga entre Rufino e Batistinha, destaque para a guerra entre
Gustavo Castañon com o Maverick 10 e o chileno Daniel Sanchez com o
Fusca 234 da Sportsystem, respectivamente 3º e 4º lugares com 10.917s
e 11.130s.
FLTD – Força Livre
Tração Dianteira –
Na guerra da categoria, que teve vitória de Luciano Nichetti e recorde
de Everson de Camargo, tivemos a 3ª colocação de Mauro Schnaider. O
carro, que tem a preparação de Furlan, ficou em 3º com 0,203 + 9,779s.
FLTT – Força Livre
Tração Traseira –
Foi uma puxada aonde ninguém piscou até que os placares marcassem o
tempo final! Rodrigo Facchini e Álex Wagner deram o verdadeiro show.
Vitória de Facchini com o Fusca Vw a ar turbo com 0,286 + 9,312s. Álex
ficou em 2º com a Variant AP Turbo com 0,248 + 9,456s. Na casa dos 9
segundos, Gleison Mineirinho marcou apenas 9,871s, e atravessou para
todos os lados mostrando uma pilotagem assustadora! O Fusca recordista
da categoria, de Sandro Bruno, ficou apenas em 6º, pois foi pilotado
pelo chileno Oscar Molina que estava se adaptando ao carro.
SB – Street Bike
– A
vitória ficou para Jair Golin Junior. O piloto de Curitiba venceu com
0,201 + 10,158s.
DB – Drag Bike –
A vitória ficou para Rodolfo Signoretti. O piloto, que também compete
na categoria Street Turbo Tração Dianteira A com seu Gol 16v, venceu
na Drag Bike e ainda deu show ao empinar no meio da reta. Venceu com
0,109 + 10,678s.
EST – Estruturada –
A categoria foi vencida por Mauricio Fontana, piloto da cidade de
Espumoso (RS), que chegou andando forte. O Chevette 6 cilindros turbo,
venceu com 0,238 + 10,142s.
IMP – Import –
Cláudio Castañon já é recordista da categoria e venceu novamente. O
piloto da cidade de Belo Horizonte (MG) subiu no lugar mais alto do
podium ao marcar o tempo de 0,078 + 9,795s. Destaque na categoria para
o Malibu pilotado por Fernando Baptista, que além de mostrar força ao
marcar 10,981s nos 402 metros, fez uma burnout azul com pneus
especiais japoneses. Outro destaque na categoria ficou para o Subaru
de Frederico Galiotto: mesmo passando por acertos, cravou altas
velocidades no final da reta e mostrou que vai dar trabalho.
SPH – Super Hot –
A guerra abençoada no reino dos Mopars, teve Lincoln Cheib batendo o
recorde em uma linda briga com André Carrillo, que ficou em 2º com
0,201 + 10,579s. Destaque na categoria para o paulista Alexandre
Bulhões com seu Maverick aspirado. O piloto melhorava a cada etapa e
marcou 0,180 + 11,381 em uma bela briga com o mineiro, Jack Bala, que
ficou em 4º com 0,210 + 11,386. Muita gente admirou o Belair 1951 de
Jack, carro que andou pela primeira vez em Curitiba. Outro comentário
a parte, na categoria, foi Bruno Roberto Castro, que veio rodando 1100
kms de Belo Horizonte até a capital paranaense com seu Dodge Charger
de rua com motor V8 injetado!
PM – Pro Mod –
André Carrillo lavou a alma! O piloto entrou na casa dos 8 segundos
com o Mustang e venceu com o tempo de 0,231 + 8,981s. A categoria teve
ainda destaque para o bravo Chevy Nova de Gerson Choinski e a volta do
Opala de Guilherme Silva (Flash Preparações), agora com nova estrutura
tubular: um verdadeiro show na pista e que pelo que tracionou na
largada, vai dar trabalho!
SPM – Super Pro Mod –
André Takeda voltou em alto estilo: um acabamento exemplar que mostra
o empenho e alto investimento do piloto na arrancada. Sob assessoria
do preparador Gabeira, o piloto venceu com 0,084 + 7,803s. Ainda na
categoria, Scort acelerou o Opala V8 e ficou em 2º com 0,319 + 7,767s.
Foi a última prova de Scort com este motor: o piloto deverá estrear o
bloco TFX com mais de 3000 cavalos em 2008 e belos shows deverão vir,
aguarde.
DL4 – Dragster Light 4
Cilindros –
Daniel Lombardi, atual campeão paranaense na categoria, venceu com
0,675 + 14,897s. Destaque para a estréia de Higor de Souza Vieira, com
seu dragster feito em casa! Em fase de acertos, virou 0,606 + 16,187s.
DL6 – Dragster Light 6
Cilindros –
A categoria foi muito atraente e deu sinais de que em 2008 a guerra
vai ser grande: Cesar Degreas, recordista, venceu com seu Drag biturbo
ao marcar o tempo de 0,258 + 7,696s. Valtinho Costa estreou nova
motorização biturbo preparada pela Grid com o tempo de 0,238 + 8,152s,
mesmo em fase de acertos, que lhe deu a 2ª colocação. O piloto Mikiya
Takano, vem de Manaus (AM) e estreou o Drag em alto estilo: em sua
primeira puxada, já acelerou fundo com o dragster 6 cilindros turbo
preparado pela Flash Preparações. Ficou em 3º com 0,176 + 8,402s.
DL8 – Dragster Light 8
Cilindros –
A categoria está muito bonita, não somente pela disputa entre os
ponteiros, mas também pela união. A vitória ficou para Ricardo Pudim
com o tempo de 0,080 + 7,081s. Helder Gandolfo ficou em 2º com 0,179 +
7,210s e ainda levou o troféu de companheiro! Foi elogiado por todos!
O piloto ajudou na troca do motor do V6 pelo V8 no Drag de Daniela
Frigo, dando uma mão na montagem para o preparador Tonhão da Power
Plus. Helder também ajudou o drag de Toninho Leão, da Leões Car, este
que ficou em 3º com 0,042 + 7,807s.
DMD – Drag Motor
Dianteiro
– Alberto Barba Turkot deu apenas uma puxada com o Funny Car da Race
Power / Power Plus e venceu com 0,104 + 7,625s. Cleverson “Nenê”
Moraes da equipe Street Hot arrancou com o nostalgia Dodge e ficou em
2º com 0,326 + 8,119s.
DMT
– Drag Motor Traseiro –
Sidney “Grandão” Frigo venceu na reação com o drag Top Fuel ao marcar
o tempo de 0,141 + 6,389s. Alejandro “Flash Power” Sanchez ficou em 2º
lugar como tempo de 0,455 + 6,293s. O piloto preparava tudo para a
última puxada de domingo, quando Grandão já estava fora da disputa com
problema no motor. Porém Alejandro ficou impossibilitado de buscar uma
melhor reação por causa do cancelamento repentino da última puxada.
Sobre o cancelamento
da última bateria de arrancadas - onde os pilotos vão para o tudo ou
nada em buscas de recordes e melhorias no ranking de sua categoria -
a mesma foi cancelada por causa da hora avançada do evento. O
cronograma estava atrasado pelo excesso de quebras de motores. Estas
quebras fazem com que a organização tenha de limpar a pista
freqüentemente, resultando em atraso das puxadas – o perfeito grip é o
mais importante em uma prova de arrancada.
Na busca de fazer com
que os pilotos de Manobras Radicais também participem, afinal nem
tinham ido para a pista no sábado pelo mesmo problema de atraso, a
ultima puxada foi abortada. Isso gerou grande atrito entre pilotos de
arrancada e manobras. A Autodynamics não estava presente no tumulto e
graças a Deus não vimos as cenas relatadas por ambas as partes.
O Festival ficou
devendo a estréia do Jet Car de Ricardo Pudim, que chegou do exterior
diretamente para o evento. Mesmo com a correria para conseguir as
peças que faltavam, o mesmo não pode funcionar. Ficou para 2008 a
estréia deste carro que deverá ser um novo marco para as Provas de
Arrancada no Brasil.
Independente disso, a
grande festa de final de ano da arrancada foi um show de estréias e
esperamos que em 2008, as disputas fiquem novamente na pista:
principalmente quando as luzes do Stage estiverem acesas, os pneus no
ponto de largada e nosso coração muito feliz de estar sentindo o
cheiro do metanol. Viva o esporte arrancada! Até 2008, Curitiba!
Em breve teremos
dezenas de vídeos, com vários destaques, aguardem.
Abraço a todos!
Rodrigo Vieira –
Editor
Autodynamics.com.br
Revista Super Speed
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