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A primeira edição do Campeonato Brasileiro de
Arrancada com formato classificatório e eliminatório passou
pelas duas principais pistas do país: Curitiba (PR) e Nova Santa
Rita (RS). O formato mata-mata, a principio muito questionada
pelos competidores brasileiros, mostrou ser muito emocionante.
Foi a primeira vez que as equipes tiveram que ter a certeza que
seus carros teriam de ir até o final da prova e não apenas
marcar um tempo insuperável. Isto criou um novo panorama para os
resultados finais da prova: nem sempre os recordistas foram
vencedores e ambos têm os seus méritos.
A etapa final do brasileiro aconteceu entre os
dias 19 a 21 de novembro de 2010 no dragstrip do Autódromo
Internacional do Velopark, em Nova Santa Rita (RS). Depois de um
ano onde o Velopark não contou com provas realmente expressivas,
este final deu um novo ânimo a uma das melhores pistas de
arrancada do hemisfério sul. Os boxes estavam cheios de
entusiastas que puderam, além de desfrutar da infra-estrutura
impecável do parque, estar perto dos bólidos. A agitação começou
na sexta feira a noite, quando os carros invadiram o local para
a realização do Open Night. No sábado e domingo, agitação
continuou grande, fato que mostrava que o cheiro de metanol e
vht estão impregnados nas narinas daqueles que saíram de casa e
viram uma grande prova.
Com forte calor, a pista ficou perfeita com a
aplicação de Track Bite e a aplicação de borracha. Em parceria
com a São Paulo International Dragway (SPID), máquinas que
garantiram a integridade do grip foram trazidas do dragstrip de
Itatiba (SP). O trator com a máquina que puxa uma máquina
pneumática para pressionar um par de Hoosiers para emborrachar a
pista, foi utilizado desde a quinta feira. Logo após, o Track
bite foi aplicado para uma perfeita aderência no dragstrip. A
limpeza de pista também foi feita de forma inédita no Brasil: a
SPID trouxe para o Velopark a máquina Track Scrubber. Esta
máquina americana faz a remoção do óleo, lava e seca a pista: é
o futuro da arrancada brasileira ao alcance dos pilotos.
O dragstrip gaúcho contou com diversas novas marcas:
ST – Marcio da Silva deu um show com o Gol GTI
16v. O brinquedo baixou a sua própria marca ao marcar o tempo de
12.130s nos 402 metros.
DO
– Arthur Telles da equipe HG Preparações e o incrível grito do
16v! Equipado com o motor que equipou o Gol DS de Marcelo
Griebler, o Gol do maranhense assustou ao enfiar 11.736s nos 402
metros!
DTC – Fabrício Coppini e sua série de recordes
consecutivos! O piloto da equipe Lelo teve problemas para
engatar a quarta marcha nas eliminatórias, mas nas
classificatórias enfiou 11.616s
DTB – Flavio Cazado entrou para a história da
arrancada com seu Gol Turbo B. Pela Teruo Preparações entrou na
casa dos 10 segundos ao cravar 10.941s.
TT – Guilherme Emiliano é outro caça recordes!
O Opala preparado pela Julieta Preparações e pilotado de forma
impecável por Guilherme chamou a atenção ao cravar 9.555s!
DTA – Erik Moura bateu o seu segundo recorde
seguido! Depois de bater o recorde nos 201 metros de Piracicaba,
mostrou do que o motor 16v turbo é capaz nos 402 metros ao
cravar 9.721s! Infelizmente temos poucas fotos do carro, pois o
mesmo andou pouco no domingo.
TS – Gustavo Castañon alcançou uma marca que
estava a procura há tempos! Tudo ao lado de seu pai, Claudio
Castañon: ambos não mediram esforços para passar para o chão o
que o small block Ford é capaz. Foram dois recordes que
emocionaram a todos presentes na largada. Seu tempo mais baixo
foi 9.389s, a bordo do Maverick aspirado!
XTM – Rafael Antonette elevou a um novo patamar
a categoria. Um carro que mais lembra os bólidos utilizados em
Porto Rico, do que tudo que vimos no Brasil. Os “Chevetteiros”
foram vingados e com motor Chevrolet quatro cilindros 16v.
Acabamento impecável com fibra de carbono, estrutura impecável,
lexan aeronáutico, entre outros atributos deste carro que foi um
dos grandes destaques da final do Brasileiro: o veneno equipado
com câmbio de engate rápido G-Force, cravou absurdos 8.231s!
DL – Ricardo “Pudim” Bersani mostrou que a
briga vai esquentar no Festival, em Curitiba. O drag V8 biturbo
preparado pela Grid e com apoio do Corinthians, cravou 6.828s
nos 402 metros!
DJR2 – DNA de metanol surte grandes resultados:
Isabela Frigo mostra a sua cara em um charmoso drag junior: a
piloto da Artivinco Racing cravou 8.722s nos 201 metros.
VENCEDORES
As finais foram um pouco conturbadas, mas não
menos emocionantes. A vibração da vitória de Walmor Menegatti
Junior e Jader Krolow causou um clima de comemoração incrível no
alinhamento, um exemplo para o esporte arrancada e apenas
proporcionado pelas finais tipo mata-mata. Confira nas fotos das
galerias da Turbo A e Força Livre Dianteira.
Abaixo, um novo formato de comentários: Você
saberá o que aconteceu no mata-mata e saberá qual foi o melhor
tempo de pista realizado pelo carro, seja na classificatória ou
finais:
STANDARD
– ST – Marcio da Silva (12.130s) liderou as
classificatórias para entrar no mata-mata. O piloto chegou a
eliminar Ricardo Dobke (13.156s), mas não compareceu a reta para
a semi-final e final. Com isso, Rafael de Souza Simon (12.366s)
da equipe Exclusive Motorsport ficou com a primeira colocação ao
eliminar Paulo Vinicius (12.518s) da equipe Injetech - que ficou
em segundo lugar. Cristiano dos Santos (12.544s) ficou em
terceiro lugar e Marcio da Silva em quarto. Mesmo assim, Marcio
acabou ficando com a quinta colocação.
DIANTEIRA
ORIGINAL – DO – Alexandre Betine (11.988s) da equipe
Evolution foi o grande vencedor ao andar na frente de Julio
César Dalla Rosa (12.200s) . Arthur Telles (11.676s) teve
problemas para engatar a terceira marcha e foi eliminado por
Alexandre Betine. O piloto acabou ficando em terceiro lugar.
Marcos Correa (12.085s), eliminado por Julio César, ficou em
quarto lugar. Evaldo Rocha Junior (12.363s), eliminado por
Alexandre Betine nas oitavas de final, ficou em quinto lugar.
TRASEIRA
ORIGINAL – TO – A categoria contou com uma verdadeira
guerra fria dos dois principais adversários de 2010. Quando se
enfrentaram, o Opala de Celso de Camargo (10.838s) da equipe
Benato Racing, levou a melhor na grande final. Ele derrotou o
Maverick pilotado por Leovaldo Petry (10.893s) da equipe
Overboost. O belo Opala de Rafael Stadler (11.206s) ficou com a
terceira colocação ao ser eliminado por Celso de Camargo na
semi-final. A Caravan de Marcio Julio (11.238s) da equipe Los
Hermanos, ficou com a quarta colocação ao ser eliminada pelo
Maverick de Leovaldo. Na quinta colocação ficou Fabio Pedroni
(11.326s) com seu Opala, que foi eliminado por Marcio Julio.
DIANTEIRA
TURBO C – DTC – Javier Mendoza (12.224s) da equipe
Motorpower venceu ao andar na frente de Sancler Machado também
da equipe Motorpower (12.628s) na final. Sancler Machado ficou
com a segunda colocação, seguido pelo atual campeão gaúcho 2010
na categoria, Felipe Koche da equipe Neguinho Preparações
(12.209s) que ficou em terceiro lugar ao ser eliminado pelo
vencedor nas quartas de final. O Voyage de Michel Golin
(12.890s) da equipe Auto Dezoito ficou com a quarta colocação ao
ser eliminado por Sancler Machado e Cleber Cemin da equipe
Engine By Titi (12.639s) ficou em quinto lugar, depois de ser
eliminado pelo vencedor nas oitavas de final.
DIANTEIRA
TURBO B – DTB – Gelson Facchinetto (11.702s) foi o
grande vencedor ao andar na frente de Marcio Evangelista
(11.495s) da equipe Espaço Motor. Flavio Cazado (10.941s) da
equipe Teruo Preparações teve problemas para engatar a terceira
marcha e perdeu para Marcio Evangelista. O recordista terminou a
prova em terceiro lugar. Alexandre Vasconcellos (11.292s) da
equipe Pezinho ficou em quarto lugar ao ser eliminado pelo
vencedor. Ricardo Borba da equipe Romeu Motors (11.635s) ficou
em quinto lugar ao ser eliminado nas oitavas de final por Flavio
Cazado.
DIANTEIRA
TURBO A – DTA – Walmor Menegatti Junior da Schiavon
Auto Mecânica (9.930s) foi o grande vencedor da prova ao
derrotar Marcelo “Tuxo” Prezotto (10.055s) da equipe Kadu
Racing na final. Thiago Sangali (9.837s) da equipe Nicola ficou
com a terceira colocação ao perder para Marcelo Prezotto nas
quartas de final. José Marfin (10.193s) ficou com a quarta
colocação ao perder para o vencedor e Rodrigo Donato (10.048s)
da equipe Nicola ficou com a quinta colocação ao perder também
para o vencedor Walmor Menegatti Junior ainda nas oitavas de
final.
TURBO
TRASEIRA – TT – Guilherme Emiliano (9.555s) da equipe
Julieta Preparações arrancou com seu Opala turbo recordista para
enfrentar outro grande destaque deste brasileiro de arrancada,
Jorge Pacheco (9.703s) da equipe Fortech Preparações com seu
Opala. Guilherme venceu e Jorge ficou com a segunda colocação.
Gustavo Simon (10.956s) arrancou com seu Fusca ficou com a
terceira colocação depois de perder para Guilherme na
semi-final. Anselmo Sepp (11.328s) arrancou com sua Caravan da
equipe Podium Turbo e Aspros ficou com a quarta colocação ao
perder para Jorge nas oitavas e Rodrigo Cohen com o Fusca da
equipe Sportsystem, ficou em quinto lugar depois de perder para
Gustavo Simon.
FORÇA
LIVRE TRASEIRA – FLT - A categoria não contou com
tempos expressivos neste final de semana. A vitória ficou para
Sandro Bruno (9,207s) da equipe Sportsystem, que andou na frente
de Alex Sander (9.609s) da Silva com seu Chevette turbo. Marcio
Freitas (10.769s) da equipe Facchinetto Motorsport ficou com a
terceira colocação depois de perder para o Chevette de
Alexander.
FORÇA
LIVRE DIANTEIRA – FLD – A tão falada final tumultuada
da categoria força livre dianteira. Não estou aqui para discutir
a cronometragem ou para questionar o certo ou errado. Caca Daud
soltou um release para a imprensa, onde considerou que houveram
problemas em sua puxada final ao lado do gaúcho Jader Krolow.
Com ambos alinhados para a final que decidiria o campeão
brasileiro na categoria, o verde acendeu apenas para Jader: a
queima acendeu para Caca. Notamos que o Vectra realmente não se
mexeu antes de acender a queima. O piloto exigiu uma nova puxada
e, em acordo com Jader, fizeram novamente esta puxada. Jader
Krolow (9.133s) da equipe Staudt fez uma largada perfeita já na
reação e venceu Caca Daud (9.052s) da equipe ATS / Goodyear na
segunda versão da final da FLD. Independente de qualquer coisa é
importante ressaltar o clima de comemoração que se fez presente
no alinhamento! Jader foi ovacionado, com direito a subir no
carro, veja as fotos. Caca Daud, grande esportista, desceu do
carro para cumprimentar o campeão brasileiro da FLD, mas
confessou depois que ouviu muitos insultos dos presentes. Mas
esta é outra história. Não foi um grande final de semana para o
recordista brasileiro de arrancada, Ricardo Miyaki (9.029s) da
equipe Grid / Corinthians. Em sua puxada semi-final, teve
problemas no blocante e não conseguiu tracionar o Gol, puxada
que o deixou na terceira colocação. Marcelinho Costa (8.957s)
da equipe Lelo também teve problemas com seu Gol, carro que é
promessa de tempos baixos. O piloto foi eliminado por Caca Daud
nas oitavas de final e terminou a prova em quarto lugar. Na
quinta colocação tivemos Leandro Branco (9.721s), da equipe
Branco Motors: o piloto foi eliminado por seu conterrâneo e
vencedor Jader Krolow.
EXTREME
10.5” – XTM – Claudio Castañon (9.280s) pode não ter
virado o tempo que sonhou com seu Mustang Biturbo nitro, ou que
já virou, mas estava muito mais feliz com o recorde do seu
filho, Gustavo Castañon. Mesmo assim, Claudio terminou a prova
em primeiro lugar. Rafael Antonette (8.231s) da equipe Motorcar
não fez a semi-final com o Chevette estreante da equipe Motorcar,
pois não queria prejudicar o campeonato de Claudio e,
beneficiado pelo WO da Saveiro de Eduardo Andretta, ficou com a
segunda colocação na prova. Rafael Andreis (10.660s) ficou com a
terceira colocação com seu Mitsubishi Eclipse 4 x 4 ao vencer
Valmor Menegatti Junior (10.115s) com seu Gol, que ficou em
quarto lugar. A Saveiro de Eduardo Andretta (10.694s) ficou com
a quinta colocação depois de ser eliminada pelo Chevette de
Rafael Antonette.
PRO
MOD – PM – Luiz Rafael fez puxadas dignas de “street
nationals” com o abençoado Opala V8 com blower. Puxadas onde o
carro passava os 60 pés com as rodas no ar! Com preparação de
Helder Gandolfo, o piloto andou sozinho na categoria e seu tempo
mais baixo foi 8.597s.
DRAGSTER
LIGHT – DL – Marcelo Griebler (7.770s) arrancou com
seu Dragster big block aspirado, agora movido a metanol e que
proporciona um corte de giro de acender os escapes! O piloto
ficou em primeiro lugar, depois que Ricardo “Pudim” Bersani
(6.828s) da equipe Grid Preparações / Corinthians queimou a
largada na final. O recordista, a bordo do seu drag V8 biturbo,
fez um vôo para ninguém botar defeito na final e também reclamou
que houve problemas na fotocélula. Mesmo assim, o piloto saiu do
Velopark campeão brasileiro e recordista. O mineiro Manoel
Castañon (8.003s) ficou com a terceira colocação com seu drag
big block ao perder para Marcelo Griebler.
DRAGSTER
JUNIOR 1 – DJR1 – Lucas Frigo da equipe Artivinco
Racing andou sozinho na categoria. O tempo mais baixo do piloto
foi 10.909s, tempo marcado na metragem de 201 metros. Sua maior
velocidade foi 87 km/h!
DRAGSTER
JUNIOR 2 – DJR2 – Isabela Frigo da equipe Artivinco
Racing também andou sozinha com seu drag junior. A piloto pulou
1.809s nos 60 pés! Seu melhor tempo de pista nos 201m foi de
8.733s, onde passou a 119 km/h!
DRAG
TOP ALCOHOL – DTOP – Sidnei “Grandão” Frigo trouxe
dois dragsters Top Alcohol para competir, um pilotado pelo seu
preparador, Hugo Nani. Hugo ainda estava pegando o jeito do HEMI
com blower, mesmo assim pulou 0.952s nos 60 pés com 2.710s nos
100 m e 4.491s nos 201m, parcias para bater o recorde! Mas
problemas tiraram o rendimento do drag acima do 1/8 de milha e
passou nos 402m a 8.576, puxada que lhe garantiu a primeira
colocação. O Dragster de Sidnei “Grandão” Frigo também não
estava em um bom final de semana e, com sucessivas quebras de
correia, ficou em segundo lugar com o tempo de 9.648s.
Texto:
Rodrigo Vieira -
rodrigo@autodynamics.com.br
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