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Foi um evento para marcar a nova
era da arrancada brasileira! O Autódromo Internacional de
Curitiba (AIC) recebeu a abertura do primeiro Campeonato
Brasileiro de Arrancada em 402 metros, certame que foi
idealizado pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA).
A prova contou com as categorias previstas pela CBA e as
categorias regionais, pois também foi disputada a 2ª etapa do
Campeonato Paranaense de Arrancada 2010. Supervisionada pela
Federação Paranaense de Automobilismo (FPA), a prova realizada
em Curitiba e organizada pela Força Livre Motorsport contou com
mais de 250 carros. O novo formato que conta com baterias
classificatórias e eliminatórias foi muito bem aceito pelos
participantes. A abertura das arrancadas oficiais contou com o
Hino Nacional que foi cantado por todas as gerações presentes no
autódromo. Desde os antigos pilotos, até os novatos que competem
na Dragster Junior e são o futuro da competição brasileira,
todos encararam com muita alegria esta nova era da competição
brasileira.
A competição contou com o
seguinte cronograma: foram realizadas três baterias
classificatórias completas, sendo duas no sábado e uma no
domingo. Depois disso, os melhores de cada categoria partiram
para os emocionantes duelos eliminatórios. Com a narração de
Pepe Locutor, que informava ao grande público que naquele
momento quem perdesse a puxada estaria fora da briga, os
presentes puderam se emocionar a cada puxada, fato que mostra o
quanto o formato “mata-mata” exige do piloto e o quanto
proporciona maior informação ao público da arrancada. A vitória
fica para aquele que chegar à frente na puxada final. Do
terceiro ao quinto colocado, a posição é decidida pelos tempos
estabelecidos nas etapas classificatórias.
Nesta abertura, o evento contou
com o grande duelo entre os dois dragsters Top Alcohol do
Brasil: Sidnei “Grandão” Frigo (Artivinco Racing) e Alejandro
“Flash Power” Sanchez protagonizaram belos duelos. A vitória
ficou para Alejandro, que também foi o dono do tempo mais baixo
da competição: 6.142s. Confiram os recordes da etapa:
Recordes (Em Curitiba)
-
DO – Dianteira Original –
Clovis Waechter – Equipe Serv Car – Gol 98 – 12.399s
-
DTC – Dianteira Turbo C –
Fabrício Coppini – Equipe Lelo Motorsport – Gol 226 –
12.010s
-
DTB – Dianteira Turbo B –
Paulo Daurício – Equipe Nicola Turbo – Gol 1 – 11.607s
-
DTA – Dianteira Turbo A –
Ricardo “Kiki” de Paula – Equipe Lelo Motorsport – 9.924s
-
TT – Turbo Traseira –
Guilherme Emiliano – Equipe Julieta Preparações – Opala 27 –
9.989s
-
FLT – Força Livre Traseira –
Rodrigo Facchini – Equipe Sportsystem – Fusca 236 – 9.478s
-
PM – Pro Mod – Luiz Ribeiro –
Equipe R-X Preparações – Opala 999 – 8.726s
-
XTM – Extreme 10.5 – Regis
Ramos – Equipe Reticenter / Flash – Camaro 170 – 8.823s
Tempos Referenciais (Em Curitiba)
A 2ª etapa do Campeonato
Brasileiro de Arrancada acontece entre os dias 28 a 30 de Maio
de 2010 no Velopark. Confira abaixo os vencedores que disputaram
a etapa do Brasileiro:
DIANTEIRA ORIGINAL – DO
- Clovis Waechter da equipe Serv Car é ícone na
arrancada brasileira e não fez por menos. O gaúcho encarou a
briga encarou a briga com seu conterrâneo Julio Dalla Rosa e
levou a melhor na final. O piloto também estabeleceu o recorde
da categoria ao cravar o tempo de 12.399s nos 402 metros. O
paulista Samuel dos Santos há muito tempo devia uma competição
nos 402 metros e não fez por menos. O piloto da equipe Saúva
ficou com a 3ª colocação com o tempo de 0.252 + 12,345s. O
catarinense Marlon Jackson da equipe Evolution Performance,
ficou com a 4ª colocação com 0,285 + 13,294s. O Renault Clio
pilotado por Cláudio Alexandre da equipe OldCoq Racing, carro
que será matéria da revista Super Speed de Junho, ficou com a 5ª
colocação com 0,312 + 13,308s
TRASEIRA ORIGINAL – TO -
A puxada final aconteceu entre o paulista Celso de Camargo da
Benato Racing e Cristiano Julio da equipe Los Hermanos.
Cristiano queimou a largada e deixou o caminho livre para Celso
vencer. Fabio Pedroni ficou com a 3ª colocação ao marcar o tempo
de 0,176 + 11,976. Valmor Julio ficou em 4º lugar depois de
queimar a largada e Jevan Dalla Valle, que arrancou com o Opala
86, ficou em 5º lugar com seu tempo de 0,044 + 12,112s.
DIANTEIRA TURBO C – DTC
- Leandro de Castilhos, agora pela equipe MCR,
arrancou com o Gol Turbo C 111 e ficou com a primeira colocação
ao vencer Felipe Coche na puxada final. Felipe ficou em segundo
lugar. Na terceira colocação ficou o recordista da prova,
Fabrício Coppini da equipe Lelo que marcou nas classificatórias
o tempo de 0,226 + 12,263s. Na quarta colocação ficou o Gol de
Nelson Martelli da equipe Motor Power, piloto que marcou o tempo
de 0,058 + 13,771s. Dalmo Paes de Abreu ficou em 5º lugar com o
tempo de 0,006 + 13,294s.
DIANTEIRA TURBO B – DTB
- Alan Fonseca mostrou que a equipe DCT Turbos não
está para brincadeiras. O piloto, que tem uma tocada exemplar,
levou o seu carro até a final para vencer. Paulo Daurício da
equipe Nicola turbo estabeleceu o recorde da categoria, mas não
conseguiu realizar a puxada final e ficou com a segunda
colocação. Alex Landeira ficou em 3º lugar com o tempo de 0,120
+ 12,190s. Adalberto Jahn Junior ficou com a 4ª colocação e foi
seguido de Jacques Correia que ficou em 5º lugar.
DIANTEIRA TURBO A – DTA
- Mais uma vez o motor Volkswagen AP 8v faz história!
E se esta história for dentro de um Gol quadrado, a história
fica mais emocionante ainda! Ricardo “Kiki” de Paula mostrou que
não estava contente apenas com o recorde de 9,924s estabelecido
nas classificatórias. O piloto também venceu na puxada final em
um belo combate contra Carlos de Castilhos, que ficou com a 2ª
colocação. Marcelo Prezzoto, o Tuxo, ficou com a terceira
colocação. Thiago Sangali da equipe Nicola, ficou com a quarta
colocação e foi seguido de Rodrigo Donato que fechou o podium na
quinta colocação.
TURBO TRASEIRA – TT -
Os Opalas deram um verdadeiro show no final de semana! Guilherme
Emiliano, agora pela equipe Julieta Racing, entrou para a
história como o primeiro Turbo Traseira a entrar na casa dos 9
segundos nos 402 metros. Na puxada final, contra o paranaense
Cleverson Bertolin, ambos queimaram. Como Guilherme queimou com
0,386s contra 0,006s de Cleverson, a vitória ficou para
Cleverson Bertolin. Jorge Pacheco mostra que seu Opala também
vai entrar na briga pela categoria. O carro, que melhora a cada
etapa, ficou em terceiro lugar. Na quarta colocação ficou José
Hilário Junior da equipe Nunes, carro capa da revista Super
Speed. Richard Tomazelli arrancou com o Fusca e mostrou do que o
brinquedo é capaz com motor 1.6 turbo e equipado com duas
Webers: andou na casa dos 11 segundos e ficou com a quinta
colocação.
FORÇA LIVRE DIANTEIRA –
FLD - Devido ao atraso no final da prova, a puxada
final da categoria não pode ser realizada. Com isso foram
utilizados os tempos da classificatória para elaborar o podium
da categoria. Felipe Johannpeter venceu com 0,118 + 9,944s. José
Djalma da equipe Steel, ficou com a 2ª colocação com 0,206 +
9,899s. Jader Krolow, que iria para a final contra Johannpeter,
ficou com a 3ª colocação com 0,709 + 10,178. Ricardo Miyaki
ficou em quarto lugar e João Roberto Tasso fechou o podium com o
seu novo Gol.
FORÇA LIVRE TRASEIRA –
FLT - Devido ao atraso no cronograma final da prova,
a categoria também não contou com o duelo final. Com isso, os
tempos das classificatórias formaram o podium: Rodrigo Facchini
venceu com 0,165 de reação e 9,478s, tempo recorde da categoria.
Christiano Pinheiro da Pro Muller ficou com a segunda colocação
com 0,422 + 9,732s. O Chevette de Anderson Maltezo ficou em
terceiro lugar com 0,597 + 11,804s. Alex Sander teve problemas
com seu Chevette, mas ficou com a quarta colocação e Rui Farias
ficou em quinto lugar.
EXTREME 10.5 – XTM -
A grande final da categoria aconteceu entre Regis Ramos e Sandro
Bruno. Briga antiga da arrancada brasileira, vitória de Regis,
que volta a fazer história na arrancada! E sua fama de “sangue
nos olhos” se fez presente quando entrou na pista com o Camaro
Supercharger, carro que pertenceu a Rodejan Busato. Com nova
pintura e mais bonito do que nunca, o carro ficou com um visual
daqueles que ficamos com medo até de encostar: um legítimo carro
de colecionador. Colecionador de vitórias, isso sim, pois em uma
atravessada acima dos 300 metros, Regis permaneceu com o pé
cravado! O piloto cravou 0,224 + 8,823s. O piloto e preparador
da Sportsystem ficou com a segunda colocação. Cláudio Castañon
ficou com a terceira colocação depois de perder para Regis no 2º
round. O Mustang biturbo esta em fase de acertos com o novo
motor. Eduardo Dutra e Sandro Napoli, ambos com seus carros da
categoria Traseira Super, foram obrigados a participar da
Extreme pelo fato do grid não contar com seis carros. Porém,
pontuaram pela TS. O Karmann Guia aspirado de Dutra e a Caravan
aspirada de Sandro Napoli foram respectivamente primeiro e
segundo lugar na sua categoria. Na Extreme foram 4º e 5º lugar.
PM – PRO MOD –
A guerra de Chevrolet V8 invadiu a reta paranaense. Foram 3
rounds finais para ninguém colocar defeito. Luiz Ribeiro fez a
sua parte ao tocar o Opala V8 com blower ate a final. O piloto
do centro-oeste brasileiro arrancou forte na final ao lado do
Belair de Henrique Porte. O Opala venceu e na puxada final
cravou 0.180 + 8.726s. Henrique Porte e a maravilhosa Belair
Aspirado Nitro assessorada por ninguém menos que Marcelo
Romanholi da Roman Racing ficou em segundo lugar. Seu tempo na
puxada foi 0.327 + 9.042s. Luizão Rolim andou com outro Opala de
sua propriedade, enquanto prepara a nova configuração do seu
Opala para estrear na segunda etapa do brasileiro. Com este
Opala quatro portas, Luiz ficou em terceiro lugar. Daniel
Raniowski ficou com a quarta colocação com seu Opala V8 aspirado
nitro. Seu tempo foi 0.425 + 10.617s. Roderjan Busato chegou a
pilotar o seu antigo Camaro, carro que agora é de propriedade de
Regis Ramos. Para verificar o carro, Roderjan passeou e mesmo
assim ficou em 5º lugar. Resta-nos saber quando veremos o novo
Camaro tubular de Roderjan nas pistas!
DRAGSTER JUNIOR – DJ –
A nova geração de pilotos de dragsters mostra competitividade e
dedicação ao nosso esporte preferido. Isabela Porte da German
Race Cars ficou com a primeira colocação. Na categoria que tem
sua metragem diminuída para 201 metros, a piloto paulista venceu
e seu tempo foi 0.040 + 10.703s. Felipe Luna, o Belezinha, filho
de Edenilson Luna da Belquip Competições deixou o papai
orgulhoso! Felipe ficou em segundo lugar em sua estréia no
brasileiro a bordo do dragster junior com motor Honda 13 HP
original. Seu melhor tempo foi 0.426 + 12.991s. Lucas Frigo da
Artivinco Racing ficou com a 3ª colocação. Seu melhor tempo foi
0.486 + 13.722s. Caue Camargo também entra na disputa do
brasileiro. O piloto ficou em quarto lugar e seu melhor tempo
foi 0.273 + 14.074s.
DRAGSTER LIGHT – DL –
É muito bom ver os pilotos voltando para a competição, fato que
coloca em evidencia o quanto o novo Campeonato Brasileiro de
Arrancada será de grande notoriedade nacional. Ricardo Bersani,
o Pudim, voltou a pilotar um dragster, fato que o paulista faz
com muita maestria. Agora com o novo drag V8 biturbo preparado
pela Grid e com a parceria do Corinthians, que comemora o seu
centenário em diversas categorias do automobilismo brasileiro,
Pudim venceu e seu melhor tempo foi 0.457 + 8.575s. César
Degreas também entra nesse ranking de grandes pilotos que
valorizam o novo formato de competição nacional. O piloto da
Pro-1 Serious Performance que tem o seu drag 6 cilindros em
linha biturbo assessorado por Ricardo Uno, o Jaburão, ficou em
segundo lugar. Seu melhor tempo foram baixos 0.140 + 7.326s.
Daniela Frigo da Artivinco Racing também voltou a habitar o
cockpit! Dani, que representa também a aguardada pista de
arrancada da São Paulo International Dragway (SPID) ficou em 4º
lugar com 0.363 + 10.849s. Daniel Lombardi da equipe Power Plus
também veio brigar na categoria. Seu drag V8 com blower teve
problemas e terminou a prova em 4º lugar.
DRAGSTER TOP ALCOHOL –
DT – Os dois carros mais rápidos do evento travaram
belos duelos na competição. Antigos Rivais, Alejandro Sanchez da
Flash Power e Sidnei Grandão Frigo da Artivinco Racing deram um
grande show para as milhares de pessoas presentes na
arquibancada paranaense. Alejandro venceu e ainda protagonizou
uma puxada na escuridão! Seu melhor tempo foi 0.294 + 6.142s.
Grandão ficou com a segunda colocação por WO, pois não realizou
a ultima puxada devido a um problema no seu bólido. Essa guerra
continua no Velopark, fiquem atentos!
2ª ETAPA DO PARANAENSE
DESAFIO 14 SEGUNDOS – DES14S – Pela primeira vez a
categoria contou com final mata-mata, o que trouxe mais emoção
para os presentes. A vitória ficou para Juan Vezzetti com o
carro 6. O piloto venceu Anderson Vinicius que terminou a prova
em segundo lugar com o carro 67. Rafael dos Santos ficou em
terceiro lugar depois de perder para Juan Vezzetti nas
semi-finais. Rafael pilotou o carro 111. Dalton Busato ficou com
a quarta colocação depois de perder para Anderson Vinicius e
Douglas Gerhardt terminou a prova em quinto lugar a bordo do Gol
47.
DESAFIO 15 SEGUNDOS –
DES15S – André Musselli encarou sem medo o formato
mata-mata! O piloto foi para a final e venceu Jefferson Matos.
Gilbert Freire ficou com a 3ª colocação depois de perder para
Jefferson Matos nas semifinais. Marcio Ribas ficou com a 4ª
colocação com o carro 131 e Gláucio Ramos foi o podium na 5ª
colocação com seu carro 73.
STANDARD
– ST – A categoria que chegou a ser extinta, voltou
com forca total! O paranaense Paulo Gondawski levou seu carro
até a final contra Marcos Bot e venceu! Seu tempo na puxada
final foi de 0.225 + 13.548s. Marcos Bot ficou em segundo lugar
e na puxada virou 0.148 + 13.697s. Danilo Camargo ficou com a 3ª
colocação depois de perder para Paulo Gondawski nas semifinais.
Seu tempo foi de 0.144 + 14.607s. André Domingues ficou com a 4ª
colocação e Marco Mega com seu Uno ficou em 5º lugar.
STREET TRAÇÃO TRASEIRA –
STT – Com pneus radiais e aclamada pelo publico, a
STT apresentou belas disputas. Com o formato mata-mata, a final
foi emocionante. Danilo Aizona da equipe Segantini alinhou com
Celso Camargo da equipe Benato Racing. Ambos queimaram a largada
na grande final, mas Danilo Aizona, com a queima de -0.046
venceu. Celso Camargo ficou em segundo lugar após queimar antes
com -0.094s. Marcelo Poltronieri, o Padeiro, ficou em terceiro
lugar após perder de Danilo Aizona nas semifinais. Cristiano
Julio ficou em quarto lugar após perder de Celso. Thiago
Oliveira fechou o podium na 5ª colocação.
DIANTEIRA SUPER – DS –
Os dois únicos participantes da categoria foram Adison Jose e
Harrison Totti. A vitória ficou para Adison Jose e seu melhor
tempo foi 0.026 + 12.330s.
STREET BIKE – SB –
As motos também fizeram a sua etapa paranaense. A vitória ficou
para Manoel Lopes que venceu. Seu tempo foi de 0.214 + 10.240s.
Carlos Portela ficou em segundo lugar e seu tempo foi 0.195 +
10.5736s. Yuri Moss ficou em 3º lugar e seu tempo foi de 0.091 +
11.062s. João Carlos da Luz ficou em 4º lugar com 0.041 +
11.194s e Alex Leite fechou o podium com a moto 33. Seu tempo
foi de 0.603 + 11.521s.
Texto: Rodrigo Vieira
Fotos: Rodrigo Vieira e Pedro Lessa
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